8.2.10

Exploração predatória das águas ameaça futuro das espécies...

Quem tem menos de trinta anos não sabe o que é acampar sem levar água envasada na mochila, caminhar pela propriedade rural e beber água direto da fonte, pescar e tomar banho nos arroios que cruzam os municípios. Mas, onde está a novidade? O que parece normal hoje, já foi diferente. Em Porto Alegre mesmo, há trinta anos, era possível fazer tudo isso sem depender de uma empresa que envasa, vende e distribui água e sem sofrer as consequências da poluição. Houve um tempo em que mesmo sem saber, as pessoas da cidade corroboravam as crenças dos povos indígenas, de que o acesso a água é um direito fundamental, cuja gestão deve ser pública e comunitária. Justamente, o que o povo equatoriano conseguiu expressar em artigos na sua recente Constituição, aprovada em 2008 e considerada avançada. Se algo mudou na lógica do sistema ou se o sistema mudou a nossa lógica? Pouco importa, mas as necessidades humanas de consumo diário – cerca de 30 litros para beber, cozinhar e manter a higiene -, continuam as mesmas. Fonte: EcoAgência
Meu Comentário: Na minha infância (ainda me lembro), era possível brincar e até pescar em alguns pontos do Arroio Cadena, em Santa Maria/RS... mas lá se vão cerca de trinta e poucos anos... Hoje o referido arroio está ambientalmente esgotado, agredido pelas ligações de esgotos clandestinos, fruto principalmente da omissão do poder público estadual que, através da CORSAN, não investiu em saneamento básico. Santa Maria/RS é uma das maiores arrecadações da CORSAN e não tem tido, ao longo dos últimos anos, a atenção e os investimentos que merece e não há como falar em preservação de recursos hídricos, sem falar em saneamento básico!

6.2.10

Brasil aumentou 77% a capacidade de geração de energia eólica em relação ao ano anterior...

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008. Os dados, divulgados no último dia 03/02/2010 pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%. O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%. O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW). De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW. O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial. Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado”, disse Perrelli. De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012. Fonte: ENVOLVERDE
Meu Comentário: Como vimos acima, embora o Brasil seja líder em energia eólica na América Latina, isso representa apenas 0,38% do total mundial. Porém o aumento de cerca de 77% da capacidade de geração, parece demonstrar que estamos no caminho, todavia, alguns setores do governo federal insistem na alternativa nuclear. Afirmo, sem medo de errar, que o caminho ambientalmente sustentável, é o Brasil investir em energias limpas, como a eólica e a solar.

5.2.10

Deputado apresenta importante projeto de incentivo à preservação do meio ambiente...

O deputado federal democrata, Índio da Costa (DEM/RJ), apresentou, em plenário, o Projeto de Lei 6729/2010 que incentiva o setor produtivo a adotar processos ambientalmente adequados em sua produção e descarte. Além disso, as empresas deverão promover a educação ambiental de seus colaboradores. Parabéns Deputado pela feliz iniciativa de apresentar este importante projeto!

4.2.10

Proibida capina com agrotóxicos nas cidades...

A capina química em áreas urbanas expõe a população ao risco de intoxicação, além de contaminar a fauna e a flora local. Por esse motivo, tal prática não é permitida. Para orientar municípios de todo país sobre os perigos do uso de agrotóxicos nas cidades, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (1), nota técnica sobre o tema. “Esse esclarecimento está sendo efetuado devido ao recebimento de inúmeras denúncias sobre a realização dessa prática ilegal e questionamentos da sociedade sobre a real necessidade da pulverização desses produtos químicos em ruas, calçadas, praças e parques das cidades”, diz Dirceu Barbano, diretor da Anvisa. Devido à ausência de segurança toxicológica, desde 2003 a Agência não permite a aplicação de herbicidas em ambientes urbanos. De acordo com Barbano, a prática de capina química cria dificuldades técnicas na conciliação da aplicação do agrotóxico em ambientes urbanos e a preservação da saúde da população das cidades. “Os herbicidas indicados para o uso urbano seriam os mesmos utilizados na agricultura, os quais possuem regras restritas para manipulação, aplicação e acesso posterior às áreas tratadas”, explica o diretor da Anvisa. Todos os produtos registrados para uso agrícola possuem, como regra, um período de reentrada mínimo de 24 horas, ou seja, após a aplicação do produto, a área deve ser isolada e sinalizada e, no caso de necessidade de entrada no local durante este intervalo, o uso de equipamentos de proteção individual é obrigatório. Esse período de reentrada é necessário para impedir que pessoas entrem em contado com o agrotóxico aplicado, ainda molhado, o que aumenta muito o risco de intoxicação. “Em ambientes urbanos, o completo e perfeito isolamento de uma área por pelo menos 24 horas é impraticável, isto é, não há meios de assegurar que toda a população seja adequadamente avisada sobre os riscos que corre ao penetrar em um ambiente com agrotóxicos, principalmente em se tratando de crianças, analfabetos e deficientes visuais”, pondera Barbano. Outro aspecto são os solos da cidade, que, na maior parte, sofrem compactação ou são asfaltados, ocasionando a persistência dos produtos por mais tempo no ambiente urbano, ao contrário dos solos agrícolas, que são permeáveis, diminuindo o acúmulo e facilitando o escoamento superficial do produto. “A capina tem sido realizada rotineiramente por meio mecânico em vários municípios do Brasil, o que, além de não expor a população a riscos desnecessários, é ecologicamente correto e gera um grande número de empregos”, finaliza o diretor da Anvisa. Vale lembrar que mesmo após a aplicação de herbicidas, é necessário realizar a capina mecânica para se retirar a vegetação seca. Fonte: Imprensa/Anvisa

Mudanças climáticas invadem tribunais...

Processos contra grandes emissores de gases do efeito estufa começam a surgir por todos os Estados Unidos e no meio de incertezas jurídicas e científicas fica a sensação que basta um deles vencer para que aconteça uma mudança na postura do país. Os Estados Unidos são famosos por seus motivos inusitados para processos milionários, do cidadão que processa a prefeitura por ter tropeçado na calçada ao vizinho que processa o amigo porque o cachorro deste fez as necessidades no seu quintal. Mas agora parece que esta cultura assumiu uma maior seriedade e pode trazer um beneficio inesperado: frear as mudanças climáticas. A vila esquimó de Kivalina foi motivo de uma extensa reportagem no New York Times recentemente por entrar com um processo contra mais de 20 empresas, incluindo a Exxon e a Shell, no qual pede que as companhias paguem pelos custos de transportar toda a vila da ilha onde está localizada para o continente, uma manobra que pode custar US$ 400 milhões. O motivo disto seria o aquecimento global, que está pondo em risco a existência da vila. Blocos de gelo costumavam se formar no inverno e defendiam Kivalina dos fortes ventos e das poderosas ondas do Ártico. Mas esses blocos não estão mais se formando e a própria ilha está sofrendo um sério problema de erosão. "Estamos em janeiro e o gelo não formou. Vivemos em grande ansiedade durante as estações dos fortes ventos”, afirmou Janet Michel, administradora de Kivalina, ao New York Times. Este é só um dos muitos processos envolvendo mudanças climáticas em andamento nos EUA. O Center for Biological Diversity na última semana entrou com sete ações contra o Departamento de Florestas da Califórnia por causa da aprovação do desmatamento de áreas sem terem sido realizados os estudos necessários para analisar as emissões de carbono e outras conseqüências climáticas deste ato. “Ao dar continuidade ao desmatamento, o Departamento está criando um enorme buraco na credibilidade da política climática da Califórnia”, afirmou Brian Nowicki, diretor do Center for Biological Diversity. A falta de leis claras para o assunto deixa os tribunais e advogados em uma situação precária, ficando difícil tanto defender quanto acusar. De um lado existem as provas de que algo realmente está alterando o clima em Kivalina, por exemplo, mas não há como ligar isso às gigantes de petróleo e nem ao menos se pode responsabilizar o aquecimento global com certeza cientifica. A conselheira para energia e mudanças climáticas da administração Obama, Carol M. Browner, acredita que a criação da legislação climática seria a melhor coisa para essas batalhas jurídicas e reconhece que elas estão servindo para colocar mais pressão para que o Congresso aprove as novas leis que estão emperradas no Senado. A transformação das cortes americanas em campos de batalha sobre o clima ainda não é uma realidade, mas se nada for feito para regular a situação as conseqüências podem ser sérias, acredita Harold Kim, que trabalhou na administração Bush e agora é vice presidente da United States Chamber Institute for Legal Reform. “É uma tendência que pode se tornar explosiva, para o bem ou para o mal, dependendo de como você olha”, disse Kim ao New York Times. Em um relatório em 2009, a seguradora Swiss Re comparou os processos envolvendo as mudanças climáticas com os movidos anos atrás contra a indústria de amianto, que acabaram por levar diversas empresas a falência. Já para Michael B. Gerrard, diretor do Center for Climate Change Law da Universidade de Columbia, as ações contra empresas que afetam o clima lembram os primeiros processos contra a indústria do tabaco, que resultaram em uma série de limitações e novas regulamentações. Sem uma base sólida para fazer suas acusações, o advogado do caso Kivalina, Stephen D. Susman, assumiu que o processo é muito complicado. “O cenário legal é horrível”, disse. Por esse mesmo motivo ele acredita que o caso não deve servir de precedente para a criação de milhares de ações caça-níqueis ao redor dos Estados Unidos. “Nenhum advogado pode dizer que isto é um jeito fácil de ganhar dinheiro”, concluiu Susman. Fonte: Envolverde/CarbonoBrasil

3.2.10

AQUECIMENTO GLOBAL: temperaturas atingem níveis históricos no Rio Grande do Sul...

Infelizmente, o dia de hoje ficará registrado como um dos dias mais quentes já testemunhados na história do Rio Grande do Sul. A maior temperatura registrada foi de 41,3ºC, marca observada na estação da MetSul Meteorologia e do Sistema Metroclima da Prefeitura de Porto Alegre, por volta das 17h30min, fazendo com que a capítal gaúcha ganhasse destaque mundial: segundo a AccuWeather, uma das maiores empresas de meteorologia do mundo, o ponto mais quente do planeta, entre ontem e hoje, está situado justamente em Porto Alegre. A temperatura registrada é superior ao recorde de calor de todos os tempos da capital de 40,7ºC, de 1º de janeiro de 1943, desde o início das observações de 1910. Em Santa Maria/RS não foi muito diferente: temperaturas em torno dos 38 graus e sensação térmica em torno dos 40 graus. E depois ainda tem gente por aí dizendo que o aquecimento global é uma invenção de ambientalistas radicais... A natureza está dando o recado através de desequilíbrios climáticos de toda a ordem. Os líderes mundiais precisam acordar para essa triste realidade e agir em defesa do nosso planeta, enquanto ainda há tempo...

Projeto substitui embalagens plásticas por biodegradáveis...

Preocupada com o descarte indiscriminado de embalagens plásticas, sobretudo as sacolas distribuídas em estabelecimentos comerciais, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) apresentou projeto de lei criando o Programa de Substituição de Embalagens Plásticas Convencionais por Biodegradáveis, destinado a obter essa substituição no prazo de cinco anos, contados a partir da publicação da lei. Pela proposta, o Programa deverá usar concessão de incentivos fiscais e creditícios bem como cooperação técnica entre o setor público e o privado, para desenvolver pesquisas de novos produtos, com vistas à adoção de tecnologias inovadoras de fabricação de plásticos biodegradáveis. Em sua justificação, a senadora argumenta que somente medidas como reciclagem e mudanças de padrão de consumo pela sociedade não serão suficientes para reverter a poluição causada pelas embalagens plásticas, tão disseminadas na sociedade de hoje. A solução passa pela fabricação de plásticos que possam ser degradados em menos tempo, como os congêneres biodegradáveis que podem ser transformados em compostos orgânicos pela ação dos microrganismos presentes no solo - explica Maria do Carmo Alves. Ela destaca, ainda, que os incentivos fiscais e creditícios representam estímulos potentes para fabricantes de embalagens plásticas ou usuários de grandes quantidades adotarem práticas ambientalmente mais saudáveis com vistas à prevenção e ao controle da poluição, bem como à proteção da qualidade do meio ambiente e da saúde humana. O projeto (PLS 259/07) está submetido ao exame da Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor (CMA), onde será deliberado em decisão terminativa, com relatoria a cargo do senador Valter Pereira (PMDB-MS). Laura Fonseca / Agência Senado
Meu Comentário: Não é por nada que a proponente do projeto supra citado é senadora do meu partido, o Democratas, o qual é programaticamente comprometido com o meio ambiente, eis que poucos partidos políticos dedicam um capítulo exclusivo para a temática ambiental em seus "Princípios Programáticos", mas nós democratas estamos conscientes que é necessário defender um modelo de "Economia Verde", que busque conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Clique AQUI e veja um pouco do que nós, membros do DEM, propomos em relação à temática ambiental.

2.2.10

Prefeitura de Santa Maria rompe contrato com a PRT...

As inúmeras reclamações dos santa-marienses relacionadas à coleta de lixo na cidade levaram o prefeito Cezar Schirmer a romper o contrato com a PRT – empresa responsável pelo recolhimento de lixo no município. Na manhã dessa terça (2), o prefeito Cezar Schirmer em coletiva à imprensa disse ser insustentável a manutenção do contrato com a PRT e que o histórico de reclamações e de ineficiência fizeram com que o Executivo municipal rompesse o contrato. Com a ruptura de contrato, a empresa Revita, do Grupo Vega/Solvi – com sede em São Paulo – assumirá a coleta de lixo na cidade a partir da meia-noite dessa quarta (3). Desde agosto de 2009 a Revita é proprietária do aterro sanitário existente em Santa Maria. O contrato emergencial realizado pela prefeitura com a Revita terá duração de até seis meses, durante o qual o poder executivo municipal irá lançar edital de nova licitação para a contratação de uma nova empresa. O prefeito Schirmer destacou que o rompimento do contrato com a PRT foi sem nenhum ônus ao município. O prazo do contrato original com a empresa datado no ano de 2009, tinha sido prorrogado por 12 meses com início em 4 de julho de 2009 e com previsão de término em 3 de julho de 2010, podendo ser rescindido após seis meses, ou seja, a partir de 3 de janeiro de 2010. Com isso a ruptura não acarretou nenhuma perda aos cofres públicos. Fonte: Superintendência de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Santa Maria.
Meu Comentário: Quando "estive" Secretário Municipal de Proteção Ambiental, mais exatamente até o dia 12 de janeiro de 2010, por várias oportunidades eu apresentei relatórios  ao Prefeito Cezar Schirmer (PMDB), nos quais eu enfatizava que o contrato com a PRT era insustentável, em razão das falhas na prestação do serviço de coleta. Em resposta, o Prefeito me determinava que aumentasse a fiscalização dos referidos serviços. Na minha opinião, a decisão foi bem tomada e já vem tarde! Mas antes tarde do que nunca! Desejo, sinceramente, que a nova empresa preste um serviço da mais alta qualidade, a fim de que Santa Maria seja uma cidade cada vez mais limpa e humanizada. Parabéns Prefeito!

Obras do PAC podem afetar 44% dos índios da Amazônia...

O Atlas de Pressões e Ameaças às Terras Indígenas na Amazônia Brasileira, um amplo e detalhado estudo elaborado pela organização não governamental Instituto Sociambiental (ISA) durante quatro meses de levantamento, revela um conflituoso cenário entre o desenvolvimentismo do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal e os interesses das comunidades indígenas afetados pelas obras de hidrelétricas construídas, em construção ou projetadas para a região. Pelos dados da entidade, cerca de 44% dos 300 mil nativos que vivem na Amazônia, distribuídos em 173 povos estabelecidos em 405 áreas, serão afetados pelas hidrelétricas. O levantamento do ISA demonstra que entre usinas de grande e pequeno porte, 83 hidrelétricas estão em operação atualmente na região, 26 estão em fase de construção e outras 184 já estão planejadas, com obras projetadas para entrar em execução nos próximos anos. Destas, 198 são as chamadas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHS) e 12 são grandes usinas, a exemplo da Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Segundo a projeção da entidade, até 2030, o número de novas usinas chegaria a 247. – A maior parte das obras do PAC interceptam ou impactam diretamente territórios indígenas. As usinas vão produzir impacto nas bacias dos rios Xingu, Madeira, Tapajós e Caciporé. No Rio Juruena, no Mato Grosso, por exemplo, estão projetadas oito usinas para um único curso d"água. Segundo estudos, os principais rios e afluentes das bacias amazônicas também serão afetados pela mineração e o desmatamento. O estudo aponta que existem atualmente mais de 5 mil processos minerários (alvarás e licenças de exploração, áreas em disponibilidade e requerimento de lavra garimpeira e pesquisa) que incidem sobre 125 áreas na Amazônia, onde vivem aproximadamente 140 mil índios. Fonte: Amazonia.org.br

1.2.10

0800-61-8080, a Linha Verde do IBAMA...

Pouca gente sabe, mas o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) possui um excelente serviço de ouvidoria denominado "Linha Verde", trata-se de um canal de comunicação direto entre o cidadão e a instituição, permitindo que as pessoas, com suas críticas, denúncias e sugestões, colaborem para a melhoria dos serviços prestados pelo órgão. As ligações são gratuitas através do telefone 0800-61-8080, que é disponibilizado para todo o Brasil. Aqui em Santa Maria/RS, quando fui Secretário Municipal de Proteção Ambiental, criei a "Linha Verde Municipal", com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7:30 às 17 horas, através do telefone 3921-7151, para receber denúncias de crimes ambientais, solicitações de podas em áreas públicas e reclamações sobre a coleta de resíduos sólidos urbanos domiciliares (RSUD), além de críticas, elogios e sugestões em relação ao órgão ambiental municipal.

30.1.10

A vida pede socorro...


Que a presença do homem tem considerável impacto ambiental nos ecossistemas onde ele se instala, isso todos sabemos. O que nos causa preocupação é que essa ação, repetida e ampliada durante dezenas de milhares de anos, está diretamente associada ao extermínio de diversos animais e vegetais, podendo tornar nossa espécie a primeira a promover extinções em massa na história da Terra. Para ler esta reportagem completa da Revista Planeta, clique AQUI

25.1.10

A ERA DOS FURACÕES - cada vez mais numerosos e violentos...

Katrina, o furacão que em 2005 destruiu a cidade de Nova Orleans (EUA), não foi uma surpresa para os meteorologistas. Há muito eles sabem que a aceleração do aquecimento global está aumentando a violência dos fenômenos naturais. A Terra chegou ao ponto de não conseguir mais balancear as piruetas do clima. Para ler esta reportagem completa da Revista Planeta, clique AQUI

22.1.10

Lugar de corrupto é na cadeia...

Desculpem-me pelo título desta postagem, eis que normalmente sou mais ponderado em minhas manifestações, mas o fato é que perdi a paciência, estou com náuseas diante dos recentes episódios de corrupção no Distrito Federal, envolvendo ex-filiados do meu partido, dentre os quais o governador José Roberto Arruda, flagrado recebendo dinheiro ilícito. Tche! Não é porque esse fdp era do meu partido que eu vou ficar quieto, ainda mais que como partido e eticamente falando não devemos nada para ninguém: ao contrário de um certo partido de situação, não escondemos os "companheiros corruptos" embaixo do tapete e imediatamente providenciamos que o meliante fosse excluído dos quadros partidários. Não posso pactuar com gente de mãos sujas, gente que trai as expectativas do povo e o próprio estado democrático de direito. Aliás, se o governador Arruda tivesse um pingo de vergonha naquela careca dele, já teria renunciado o mandato, agora ilegítimo em função de sua postura escandalosa frente a coisa pública. Para finalizar, quero dizer que a Rede Globo não deveria ficar falando em "Mensalão do DEM" mas sim no "Mensalão do Arruda", eis que o nosso partido como já disse antes, ao contrário de outras agremiações partidárias, tratou de separar o joio do trigo. Renuncie Arruda!!! Lugar de corrupto é na cadeia!!!

21.1.10

2010: o ano da biodiversidade...

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que 2010 é o ano da biodiversidade. No atual contexto, em que um número crescente de espécies estão ameaçadas de extinção pela perda de habitat, pela caça e pelas mudanças climáticas, os esforços de conservação são cada vez mais urgentes e necessários. E o Brasil é o primeiro país em biodiversidade do mundo. O tema da biodiversidade ganha destaque no cenário internacional devido à décima Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP-10/CDB), marcada para acontecer em Nagoya, Japão, em outubro deste ano. As expectativas em torno da décima edição da COP estão altas, porque durante a conferência será avaliada a execução do plano estratégico da CDB – ou seja, será discutido se o mundo conseguiu cumprir a meta de reduzir a perda de biodiversidade. Também será avaliada a parte relacionada a unidades de conservação (UCs) terrestres do Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas da CDB, o que depende da apresentação, por cada país signatário, de avaliações sobre seus sistemas de UCs. Há muita expectativa também de que sejam tomadas decisões concretas sobre um tema até hoje pouco desenvolvido pelos países que integram a CDB: a repartição de benefícios provenientes da diversidade biológica. A conservação da biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e a distribuição equitativa e justa dos benefícios advindos da utilização dos recursos genéticos são as três metas estabelecidas pela CDB para os países signatários. No caso brasileiro, o cumprimento de tais metas está diretamente relacionado ao combate ao desmatamento. Por essa razão, o WWF-Brasil propõe que sejam investidos esforços e recursos, governamentais e não-governamentais, para reduzir o desmatamento a zero em todo o Brasil até 2015. “A conservação da diversidade biológica é um dos temas de maior destaque do ano, e os olhos do mundo certamente se voltarão para o Brasil. Temos a sorte de abrigar em nosso território uma imensa riqueza biológica, mas temos também a responsabilidade de cuidar de sua preservação e sobrevivência”, afirma Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, há cerca de 400 espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Dessas, sete são consideradas já extintas, como é o caso da arara-azul-pequena, que era encontrada em toda a Região Sul e no Mato Grosso do Sul. A lista de espécies da flora ameaçadas de extinção é ainda maior. A extinção de espécies é um fenômeno natural que, normalmente, leva milhares ou até milhões de anos para ocorrer. No entanto, a ação humana vem acelerando esse processo, o que coloca os humanos na posição de principal agente da extinção de espécies. Atualmente, as principais causas de extinção são a degradação e a fragmentação de ambientes naturais, causadas pela expansão urbana, agricultura, pecuária, poluição e incêndios. Esses fatores reduzem o habitat das espécies e provocam o isolamento de suas populações, com diminuição do fluxo gênico e aumento do risco de extinção. Algumas das espécies-símbolo da riqueza biológica do Brasil estão sofrendo com nossas ações. A onça-pintada, a onça-parda, o gato-maracajá são exemplos de felinos que correm o risco de desaparecer de nosso território. Macaco-aranha, mico-leão-da-cara-preta, mico-leão-dourado e várias espécies de sagui também. Nos ares, o risco de extinção recai sobre a arara-azul, a ararinha-azul, o gavião-cinza e algumas espécies de papagaio, entre muitos outros. Há 55 espécies diferentes de borboletas na lista de ameaçadas. No cerrado, o lobo-guará é o símbolo das consequências da devastação. Nas águas, a baleia-franca, a baleia-jubarte e o peixe-boi são vítimas de caçadores. Entre as plantas, estão desaparecendo algumas espécies de bromélias, o pau-rosa e o pinheiro-do-Paraná, também conhecido como araucária. Sucupira, aroeira, jequitibá, imbuia, angelim, mogno, cerejeira e outras árvores também já são difíceis de serem encontradas. Todos os anos, o WWF-Estados Unidos divulga a lista dos 10 animais mais ameaçados do planeta. Este ano, a lista inclui cinco animais que estão sendo diretamente afetados pelo aquecimento global: o tigre, o urso polar, a morsa do Pacífico, o pinguim de Magellanic e a tartaruga-gigante. Além dessas cinco espécies, também estão ameaçados o atum-bluefin, o gorila-das-montanhas, a borboleta-imperial, o panda e o rinoceronte-de-Java, cuja população está reduzida a apenas 60 indivíduos. Chama a atenção o fato de que, entre os 10 animais mais ameaçados de extinção, encontram-se alguns dos mais belos e impressionantes do mundo. No Ano da Biodiversidade, o perigo de extinção dessas criaturas deve servir como apelo para que governos, ONGs e a sociedade em geral ampliem os esforços de conservação da diversidade biológica. Fonte: WWF-Brasil.

19.1.10

Greenpeace repudia construção de usinas nucleares no Brasil...

Segundo recente reportagem publicada no jornal “Folha de S.Paulo”, a gana federal de gastar recursos públicos em obras babilônicas produziu mais um disparate e ameaça agora a saúde de um dos maiores ícones brasileiros, o Rio São Francisco. Não apenas uma, mas duas usinas seriam construídas em suas margens, com impactos na vida das populações que dependem deste rio-símbolo do Nordeste. Segundo dados do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), com US$ 1 bilhão, é possível investir em eficiência energética de maneira a economizar 7.400 MW em potência instalada, três vezes mais do que supostamente poderiam gerar as duas usinas no Nordeste. “A energia nuclear está longe de ser uma boa alternativa para diversificar a matriz energética brasileira. Não é segura, não é ambientalmente viável e não traz benefícios econômicos”, diz André Amaral, coordenador da campanha de Nuclear do Greenpeace. “Os brasileiros e o planeta serão muito melhor contemplados se o governo fizer a escolha certa e investir recursos em eólica e solar.” O governo justifica a intenção de investir alguns bilhões de dólares nas duas usinas como forma de atrair investimentos e gerar empregos em uma região carente de ambos. Abrir espaço para a energia nuclear não significa de forma alguma levar desenvolvimento a uma região. Uma população já vulnerável só sofreria mais essa ameaça. Erroneamente é o que o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, postula ao fazer lobby para ter uma dessas usinas em seu Estado – a despeito de a lei estadual vetar esse tipo de investimento. “Investir em energias renováveis como eólica e solar gera no mínimo doze vezes mais empregos em um prazo mais curto. Além disso, no preenchimento dessas vagas a população local é efetivamente contemplada, pois diferentes níveis de qualificação são necessários”, afirma Amaral. Fonte: Greenpeace.

16.1.10

Vida...

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis...


Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém...


Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei...


Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, quebrei a cara muitas vezes...


Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)...


Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida… E você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é “muito” para ser insignificante...


Charles Chaplin

15.1.10

Coleta de Lixo em Santa Maria/RS: não fui omisso...

Quando exerci o cargo de Secretário Municipal de Proteção Ambiental de Santa Maria/RS, ao me deparar com enormes deficiências na coleta de resíduos sólidos urbanos domiciliares (lixo), não me omiti: emiti inúmeras advertências e notificações à PRT (empresa que presta o serviço), além disso, não faltou diálogo, por diversas vezes chamamos o diretor da referida empresa, Sr. Ricardo e o advertimos inclusive da possibilidade de rompimento do contrato. Portanto, não fui omisso, muito pelo contrário: foram incontáveis as oportunidades em que eu, pessoalmente, fiscalizei a coleta de lixo - até mesmo na madrugada. No jargão do futebol, fiz a legítima marcação homem a homem na PRT. Além disso, a imprensa santa-mariense é testemunha que eu divulgava até mesmo o número do meu celular através do qual eu fazia plantão 24 horas, objetivando bem servir a população. Portanto, não me serve o chapéu de omisso, que alguns irresponsáveis estão querendo me colocar. LAURINDO LORENZI FILHO.

14.1.10

Prestação de Contas da minha atuação como Secretário Municipal de Proteção Ambiental de Santa Maria...

Já na condição de ex-secretário municipal de proteção ambiental, venho por meio deste espaço prestar contas a comunidade santamariense sobre o trabalho que desenvolvemos na referida secretaria:


- Emitimos inúmeras advertências e penalidades à PRT (empresa responsável pela coleta de lixo), por deficiências na prestação do serviço;

- Criamos a Linha Verde Municipal (3921-7151) para atender as reclamações da população;

- Instalamos 15 ecopontos de coleta seletiva, com previsão de ampliação do sistema;

- Intensificamos a atuação da fiscalização ambiental municipal;

- Criamos, em parceria com a SMED, UFSM, CONDEMA e FUNDAÇÃO MOÃ um Programa Permanente de Educação Ambiental;

- Reativamos o Viveiro Municipal, objetivando produzir mudas nativas para implantar o Plano Municipal de Arborização Urbana;

- Implantamos o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos da Construção Civil, pioneiro do RS;

- Revisamos o Plano Municipal de Meio Ambiente;

- Realizamos várias Caminhadas Ecológicas com Mutirões de Limpeza;

- Valorizamos o CONDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), consultando-o e respeitando-o em suas deliberações;

- Realizamos um Curso Regional de Formação em Licenciamento Ambiental, em parceria com a FEPAM;

- Realizamos a 5ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, em parceria com o CONDEMA, a maior da história de Santa Maria.

Se não fizemos mais, tenham a certeza de que não foi por falta de vontade, mas sim por falta de estrutura funcional, pois o quadro técnico da SMPA é muito reduzido em relação às reais necessidades de uma cidade do porte de Santa Maria (faltam engenheiros florestais, ambientais, civis, geólogos, químicos, biólogos, agrônomos, geógrafos, fiscais, etc), todavia, é importante salientar que a Prefeitura Municipal não efetua as contratações necessárias não por falta de vontade do prefeito, mas sim em razão do limite prudencial, previsto na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Realmente nossa cidade tem inúmeros problemas ambientais, porém a maioria deles advém da falta de consciência ambiental de algumas pessoas, mas este não é um problema só de Santa Maria ou do Brasil, tanto que é uma preocupação mundial.

Vale lembrar que um meio ambiente equilibrado é um direito de todos, mas para que isso seja uma realidade, é necessário que todos cumpram o seu dever de preservá-lo, pois sem a contribuição da comunidade, o Poder Público, sozinho, não é capaz de debelar a degradação ambiental.

Por fim, quero agradecer aos valorosos servidores da SMPA pelo apoio que sempre me deram durante o período em que estive secretário e desejar um ótimo trabalho ao novo secretário municipal de proteção ambiental, Sr. Luiz Alberto Carvalho Junior, engenheiro florestal competente e que, com certeza, fará um ótimo trabalho em prol do meio ambiente de nossa cidade.

LAURINDO LORENZI FILHO
Ambientalista e Ex-Secretário Municipal de Proteção Ambiental de Santa Maria
contato@laurindolorenzi.net
Celular: (55) 8425-2525

12.1.10

Resta salvar o planeta do julgamento da História

O mundo esperava de Copenhague um acordo justo, ambicioso e com força de lei, para que pudesse começar a ser implementado imediatamente. Para o WWF-Brasil, saímos de lá sem nada disso. O acordo de Copenhague não é ambicioso e nem legalmente vinculante. Após o enorme fiasco, o WWF-Brasil espera, para 2010, um processo claro e transparente de consulta a todas as partes envolvidas, de forma as discussões evoluam e se possa dar a resposta que a ciência indica como necessária para manter o aquecimento global em 2oC, como a sociedade espera de seus líderes. Somente assim será possível salvar o processo multilateral de um julgamento completamente negativo pelos povos de todo o mundo. Para isto, é necessário que todos queiram chegar a um acordo, mas, por enquanto, sequer isto está assegurado. E não houve falta de tempo. Mas, sim, de vontade política e mandato claro aos negociadores para se chegar a um acordo. Para o WWF-Brasil, o fim melancólico da Conferência representa uma imensa oportunidade desperdiçada, após quatro anos de conversas iniciadas a partir da COP-11, que criou os grupos de trabalho sobre diálogo de longo prazo, no âmbito da Convenção, e sobre o diálogo de novas metas para os países do Anexo I, no âmbito do Protocolo de Quioto. Desperdiçaram-se, ainda, dois anos de negociação com mandato claro, ou Plano de Ação de Bali – acordado em 2007 na COP-13. Este plano definia um mandato de negociação sobre diferentes temas. No âmbito do Protocolo de Quioto, metas para os países desenvolvidos no pós-2012. Para a Convenção, uma visão compartilhada, meta para os países do Anexo I não signatários de Quioto (Estados Unidos), ações para países em desenvolvimento, financiamento de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento, capacitação, transferência de tecnologia REDD etc. Acordo pífio -- Ao final, redigiu-se um acordo de última hora, discutido às pressas, apenas para tentar salvar uma reunião que reuniu mais de 100 chefes de estado de uma situação, no mínimo, muito embaraçosa. O acordo redigido foi pífio, sem apoio de todos os países e a franca oposição de alguns, o que impede que o documento seja transformado em decisão efetiva da Conferência e que, portanto, possa ser implementado seguindo as regras da própria Convenção. Num dos poucos e ainda tímidos avanços observados durante a Conferência – a definição de recursos para investimento de curto prazo e a indicação de recursos de US$ 100 bilhões até 2020 –, faltou clareza sobre quem contribui, com quanto, fontes de recursos e metas. Quanto ao Brasil, o contundente discurso do presidente Lula no dia 18 da Conferência não foi suficiente para liderar rumo a um acordo robusto nem quebrar a oposição de muitos países que parecem não querer chegar a lugar algum. Na opinião do WWF-Brasil, todos os países têm o dever de trazer o diálogo de clima de volta aos trilhos da responsabilidade. Hoje, o futuro do clima do Planeta não está livre das conseqüências mais severas das mudanças climáticas. Milhares de pessoas estão expostas às consequências do aquecimento global, milhares perdem suas casas, seus bens e até mesmo suas vidas a cada ano, em consequência de secas, tempestades, enchentes. Na COP-15, ninguém pode dizer que fez o suficiente. Nem mesmo o Brasil. Em 2010, será inaceitável um novo fracasso. É preciso um processo claro, transparente de diálogo e consultas ao longo do ano no âmbito da Convenção. E com a meta de chegarmos à COP-16 com um acordo detalhado e muito avançado para referendo na Conferência. Não vamos conseguir reverter o julgamento negativo sobre os líderes mundiais na COP-15. Mas temos a chance de tomar as medidas necessárias para dar a resposta que nosso Planeta precisa. Fonte: WWF-Brasil

4.1.10

Comunicado Importante:

Prezados(as) Amigos(as):


Comunico-lhes que a partir do dia 12/01/2010, estarei deixando o cargo de Secretário Municipal de Proteção Ambiental da Prefeitura Municipal de Santa Maria.

Tomei esta decisão, objetivando dedicar-me à minha pré-candidatura à Deputado Estadual, em uma provável dobradinha com o atual Deputado Federal Onyx Lorenzoni (DEM).

Minha relação com o Prefeito Cezar Schirmer é das melhores, respeitosa e harmônica, sendo que continuo fiel ao seu projeto de governo, independente do fato de não mais compor o primeiro escalão do governo.

A minha luta em defesa do meio ambiente continua...

Meus sinceros agradecimentos a todos os que me apoiaram durante o tempo em que estive Secretário de Proteção Ambiental, em especial à minha Diretora de Proteção Ambiental, Sra. Renata Quinto Pauletto, bem como a todos os demais servidores da SMPA (Secretaria de Município de Proteção Ambiental) e aos vereadores Manoel Badke (DEM) e Maria de Lurdes Castro (PMDB).

Saudações Democratas!

LAURINDO LORENZI - EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE

29.12.09

COP15: é hora de continuar nas ruas...

 A Conferência do Clima (COP 15) nem havia acabado e o veredito estava no ar: a palavra fracasso resumia o sentimento que tomou o mundo frente à inação dos líderes em tratar do aquecimento global. Uma fotografia estampada no site do Greenpeace, de extração de petróleo de piscinas de xisto betuminoso no Canadá, era o retrato da decepção. A atividade está entre os maiores emissores individuais de CO2 do mundo. A imagem – uma panorâmica do complexo petrolífero expelindo fumaça no ar no meio de um cenário esbranquiçado pela neve – era plasticamente bonita, mas não deixava qualquer margem de dúvida sobre a mensagem. A reunião em Copenhague, com 120 chefes de Estado presentes, tinha dado com os burros n’água. O Greenpeace chegou à COP 15 com três pedidos básicos. O primeiro tratava da redução de emissões de gases-estufa. Dos países ricos, pedia um corte de 40% até 2020. Das nações em desenvolvimento, redução entre 15% e 30% do crescimento de suas emissões futuras. O segundo era a constituição de um fundo, com contribuições das nações desenvolvidas, de US$ 140 bilhões anuais para financiar ações de adaptação e mitigação em regiões pobres do planeta. O último pedido era que tudo, uma vez acordado, saísse das negociações na Dinamarca com força de lei. Nada disso nem de longe tornou-se realidade. Mas muito mais do que se imagina aconteceu. Alguns países, casos do Brasil, India, Africa do Sul e China, pela primeira vez foram para uma discussão de clima assumindo metas públicas de redução de suas emissões de CO2. Ainda que timídas, elas representaram uma reviravolta. Não tão grande, entretanto, quanto a que mexeu com a atitude do público em relação à crise do clima. O tema é relevante – envolve uma das maiores ameaças que a humanidade encarou em toda a sua história – mas até bem pouco dava sono em quem o escutava. Esse comportamento mudou à medida que a reunião de Copenhague se aproximava. “Hoje todo mundo no Brasil se preocupa com o aquecimento global”, disse o presidente Lula no começo de novembro em São Paulo. Lá fora também. Copenhague foi a primeira COP acompanhada em escala global. Pelo tamanho da cobertura na imprensa, parecia uma eleição de Papa. Os políticos tropeçaram, mas seus eleitores deixaram claro ao longo de 2009 que o assunto lhes interessa e que esperam que seus líderes façam algo sobre ele. Essa percepção felizmente está consolidada. Tome-se novamente o caso brasileiro como exemplo. Aqui, de patinho feio, a questão ambiental e as mudanças climáticas viraram parte da campanha eleitoral que se desenha em 2010. O desmatamento zero na Amazônia passou a fazer parte do debate político. José Serra, Dilma Roussef e Marina Silva, três dos principais candidatos à Presidência, estiveram na capital da Dinamarca. Nos últimos meses, alguns afinaram seus discursos para incluir neles o meio ambiente. O processo que levou a Copenhague, portanto, criou uma situação de oportunidade que não deve ser perdida. Ao invés de se lamuriar sobre o seu resultado, melhor prestar atenção no que ela deixa como herança – além do interesse do público, uma espécie de ressurgimento do ativismo ambiental, que entrou nessa década dado como morto e sai dela revitalizado. No final do ano passado, O Greenpeace tomou a decisão de que o aquecimento global era um tema importante demais para ficar restrito aos gabinetes da diplomacia mundial e decidiu levá-lo para as ruas, para reiterar o seu sentido de urgência. No Brasil, praticamente não houve mês em que o Greenpeace não estivesse envolvido em ações públicas. No resto do planeta também. A organização mobilizou seus 38 escritórios ao redor do mundo para mobilizar a atenção das pessoas sobre as mudanças climáticas. Não há dúvida de que o trabalho produziu efeito, ou mais de uma centena de chefes de Estado não teriam aparecido para a Conferência do Clima em Copenhague. Tampouco o Brasil hoje teria metas de redução e a promessa do governo de investir US$ 166 bilhões em 10 anos em projetos de mitigação e adaptação ao aquecimento global. Tudo isso é bom, mas não basta. A Amazônia continua sendo desmatada e, no Congresso, sob o olhar complacente do governo, a bancada da motosserra promete agir com vigor redobrado para conseguir seu grande objetivo: destruir o Código Florestal e quebrar o corpo de nossas leis ambientais. Diante desse contexto, o Greenpeace continuará em 2010 a levar os temas do meio ambiente e do aquecimento global para além das paredes dos ministérios e dos corredores do Congresso. E sua ajuda é fundamental. Tudo o que conseguimos fazer em 2009 deve-se, em grande parte, à massa de pessoas – voluntários, ciberativistas e colaboradores – que apóiam nossas iniciativas. Mais do que nunca, esse apoio será fundamental para conseguirmos nos manter nas ruas do país em 2010 e garantir que o ambientalismo influencie os destinos do mundo ao longo da próxima década. Fonte: Greenpeace

13.9.09

Salvar o Planeta. É agora ou agora!